quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

ABAIXO AO GOLPE MIDIÁTICO

Este momento é histórico para o Brasil, na medida em que no Movimentos das Diretas Já e no Impeachment do Collor houve uma relutância criminosa daquela emissora em noticiar o clamor social que ganhava as ruas...


DIGA NÃO AO GOLPE MIDIÁTICO

PRA MIM MELHOROU, E PRA VOCÊ?
Para começar jornalismo comparado. Boralá ler as manchetes da época do governo FHC/PSDB:


Imagem da fila de inscrição para Concurso Público da Conurb/RJ

“15 mil brigam para ser lixeiro no Rio” - há quinze anos a maioria de nós tinha empregada, pagava-se barato por uma faxina, era só estalar o dedo ou tocar o sininho. Hoje há trabalho, há oportunidades de empregos e cada vez é mais raro ver alguém que lide com a sujeira alheia. Quem faz, quer ser bem remunerado. Isto não é piorar, é melhorar. Séquito de empregados é elemento de país feudal. Criamos leis paras as domésticas. Direitos foram garantidos. Ponto pro Brasil!!!


PARA MIM MELHOROU E PARA VOCÊ?

“FHC ordena demissões em massa” / “Desemprego sobe a 19% em SP” / “Desemprego cresce 38% no Governo FHC” / “Desemprego de 20,4% é recorde em SP” - Alguém ouviu falar em desemprego no país nos últimos anos? Mesmo com a crise que se abateu e se abate na Europa, principalmente na Espanha, com índices de desemprego assustadores. A crise de 2008 nos Estados Unidos, que despejou milhares de estadunidenses. A crise da Argentina, Grécia, etc, etc. O Brasil, tem suas baixas, é claro, massacrada diariamente na mídia. Porém, a verdade é que estamos passando incólumes por um mar de crises econômicas revoltando diversos países. A cada ano nossa taxa de desemprego cai. Em 2009 era de 9,3%, em 2013 caiu na marca histórica de 4,3%. Nunca foi tão baixa! Ainda está ruim? Tem que melhorar? Siiiiiimmm, mas está melhorando e não piorando... Eu não consigo entender como não entendem a inversão de valores????
“Petrobras pode ser vendida em 3 anos” / “Petrobras muda de nome pra PetroBrax” / “Borhausen quer vender Petrobras” - E agora, como amam a Petrobras! Como zelam por ela! No pé do ouvido, sussurram: vamos botar o povo na rua, eles fazem o trabalho sujo e depois, mano, é dominar novamente, malandragem! Mas de paletó e barba feita, que é mais chique e a cara do futuro! Quanto patriotismo! Eu me emociono, me dá vontade até de chorar, acho que é o pré-sal nos zóio d'alma... Ainda bem que depois de anos de vilipêndio, o MPF e a PF estão fazendo a faxina!QUEM ESTA PEDINDO IMPEACHMENT TRABALHA COM O MESMO DNA GOLPISTA DA DITADURA!
“56% dos jovens estão fora das escolas” - em 2013, segundo IBGE a evasão escolar caiu para 34,5% e, para melhorar, a escolaridade média dos jovens brasileiros cresceu entre 2001 e 2011. Atualmente, eles estudam em média 9,6 anos, em 2001, a escolaridade média era de 7,9 anos. Melhorou ou não melhorou?Rock dos anos 80...Televisão - Titãs - O vídeo é d+




 PARA MIM MELHOROU E PARA VOCÊ?


Petrobras muda de nome pra PetroBrax para facilitar o processo de internacionalização, diz a matéria


Conforme o diretor-geral da Estatal, à época, estratégico para o país era, depois dos setores das telecomunicações e elétrico, privatizar a Petrobras...


Borhausen quer vender Petrobras  e o Banco do Brasil, diz a matéria


Boechat ganhou Premio Esso de Jornalismo em 1989, denunciando esquema de corrupção na Petrobrás. Neste post ele critica o oportunismo de FHC (aquele mesmo que queria privatizar a Estatal) e fala com todas as letras:

PARA MIM MELHOROU E PARA VOCÊ?



PARA MIM MELHOROU E PARA VOCÊ?


Tem muitas outras manchetes, do tipo:
“País tem 50 milhões de indigente, diz FGV” / “Lula herda de FHC dívida de R$ 1bilhão na Previdência” / “Gasolina tem 3º reajuste em 35 dias” (Será que quem pagou o aumento foram só os eleitores do FHC, como sugere uma brincadeira que circula no face?)/ “Juros nos bancos atingem 79% ao ano” / “FMI elogia Brasil e aumento dos juros”.

Este era o nosso país e não a Dinamarca!

PARA MIM MELHOROU E PARA VOCÊ?

Profetas? Não, só o rock dos anos 80, quando a música ainda nos fazia pensar...

" A televisao me deixou burro
Muito burro demais
Agora as coisas que eu penso
Me parecem iguais"


Arnaldo, desde a época dos Titãs eu te amo, mas dá prá acrescentar no teu cartaz, "principalmente, no que se VÊ"!!!

DIGA NÃO AO GOLPE MEDIÁTICO



terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

E 2012 só começa na semana que vem!

Ziriguidum terecoteco! Como boa brasileira que sou, 2012 ainda nem começou: só na semana que vem, pós-Carnaval. E como boa galdéria, que também me considero, até agora me senti, assim, como chaleira na brasa. “Chiar”, só a partir da quarta-feira de cinzas. E depois do meio-dia!
Os pensamentos estão prestes a entrar em ebulição. Eu sinto. Porém, não elenquei ainda as prioridades deste ano. Sabe, aquela listinha que, irremediavelmente, fazemos, ano após ano, de metas a implementar (algo do tipo: malhar mais, ler mais, viajar mais, transar mais, meditar mais, et cetera). Na verdade, é uma cobrança doida, desesperada demais. Mas... acostume-se, pois as exigências só aumentam em nossa sociedade. Fazer o quê? Como diria a canção “me atirei ao mar”...
Tenho uma certeza: entrei o ano mais humanista. A diretriz deste ano (sabe, do mesmo modo como os temas anuais adotados pela CNBB? compreendestes meu raciocínio?) será concentrar o pensamento, as atitudes e o estudo nas palavras de Martin Luther King: “O que afeta diretamente uma pessoa, afeta indiretamente a todas as pessoas” (não sei se a frase está ipsis litteris).
É isso mesmo, Martin, você está certíssimo! A frase, além de ser premissa de todos aqueles que defendem a aplicação dos Direitos Humanos, é também comprovada cientificamente. É pura física quântica! Vou estudar sobre isto!

É o que quero para 2012. Kekai kejai!
Mentaliza garota, trabalha garota, estuda garota,
Ohommmmmmmmmmmmmmmmmm


Eu quero é isto: miscelânia de minorias! Negro, mulher, criança, deficiente, índio, puta, veado.
Somos todos irmãos!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

E a Anaïs Nin, heim?

Antes do Amor bater à minha porta (ou como diria o Osho – antes de encontrar Deus), acreditava piamente no mito do “bom marido”. E levava muito a sério a instituição do matrimônio. Há uns quinze anos atrás, talvez um pouco mais, afirmava que nós, mulheres, tínhamos que ter bem definido em nossas mentes – na hora do “até que a morte nos separe” - o perfil ideal, do marido ideal.

"Me nego a viver em um mundo ordinário como uma mulher ordinária. A estabelecer relações ordinárias. Necessito o êxtase. Não me adaptarei ao mundo. Me adapto a mim mesma".
(Anaïs Nin)

Para tanto, devíamos farejar cuidadosamente a nossa “presa”. E separar o joio do trigo, ou o sexo do altar. Ao prescrutar a caça, atenção a mínima ocorrência de desvio que pudesse comprometer o bom andamento do matrimônio a posteriori. Trocando em miúdos, ter em mente que nem todo amante exemplar resultará em um marido exemplar, por isso muita calma nessa hora.

"O amor nunca morre de morte natural. Ele morre porque nós não sabemos como renovar a sua fonte. Morre de cegueira e dos erros e das traições . Morre de doença e das feridas; morre de exaustão, das devastações, da falta de brilho." (Anaïs Nin)

Ao marido recaem muito mais atributos que ao amante. Por exemplo, o marido necessariamente deve ser do tipo respeitador, adorar crianças, gostar de cuidar da casa, de fazer supermercado, pagar as contas, fazer o imposto de renda, lavar o carro e fazer churrasco no fim de semana. Claro, deve também ganhar razoavelmente bem para podermos dividir as finanças sem muito estresse a cada fim de mês. Juntar as escovas, senão para enriquecer, ao menos para se viver comodamente.

"A vida se espande ou se encolhe de acordo com a nossa coragem". (Anaïs Nin)

Você poderia me perguntar: mas como descobrir se ELE é o cara ideal? Bom, eu tinha alguns truques na manga. O primeiro tenho certeza que você já ouviu falar, pois é passado de geração à geração. Ao conhecer qualquer namorado novo, minha vó logo me perguntava como ele tratava a família, em especial, a mãe. Segundo ela, se o cara era atencioso com a mãe dele, seria com a esposa. Outro detalhe importante: se ele usava pijamas. Sem sombras de dúvida, o pijama, para mim, era um sinal quase infalível para se descobrir bons chefes de família. Se ele usava pantufas, então, nem pestanejava! É claro que, dificilmente (senão, impossível) essa espécime porta uma barriga de tanquinho ou a cara do Brad Pitt. Mas também, aí é querer demais! Lembra, separar o joio do trigo?

"Não vemos as coisas como são, mas como nós somos". (Anaïs Nin)

Enfim, há uma quinzena de anos eu sonhava encontrar o “bom marido” para construir uma família perfeita e para que ele fosse o perfeito pai dos meus filhos perfeitos. E, assim, envelhecermos juntos, lado a lado, rodeados de netos perfeitos.

"Eu escolho
um homem
que não duvide
de minha coragem
que não
me acredite
inocente
que tenha
a coragem
de me tratar como
uma mulher".
(Anaïs Nin)

Os anos passaram e eu.. puf... cresci! Descobri, então, que usar pijama não quer dizer nada além disso mesmo (não procure significados por todos os lados), que vida dupla requer uma alta dose de canalhice (e, por isso, só receito àqueles que têm estômago forte), que todo Deus tem seus momentos de humanidade, e que a paixão pode ser uma boa quando se transforma em amor/amizade. Ah, eu ainda acredito que o bom marido é aquele que nunca esquece de colocar um copo de água do “nosso” lado da cama caso sintamos sede no meio da noite...

 
E a Anais Nïn, heim? Toda santa na frente do maridão (tadinho, servil como uma mucama branca) e nas costas no maior vuco-vuco com o Henry Müller.

"Imaginei por um momento um mundo sem Henry. E jurei que no dia que perder Henry, eu matarei minha vulnerabilidade, minha capacidade para o verdadeiro amor, meus sentimentos, com a devassidão mais frenética. Depois de Henry não quero mais amor. {…} Depois de não ver Henry por cinco dias por causa de mil obrigações, não pude suportar. Pedi a ele para se encontrar comigo durante uma hora entre dois compromissos. Conversamos por um momento, então fomos para um quarto do hotel mais próximo. Que necessidade profunda dele. Só quando estou em seus braços as coisas parecem direitas. Depois de uma hora com ele, pude continuar o meu dia, fazendo coisas que não quero fazer, vendo pessoas que não me interessam".
(Anaïs Nin)

 

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Cenas cotidianas

Para aqueles que já viveram o idílio do amor, a tormenta da paixão, a dor da separação e a alegria do recomeço.

A estrada esgueirava-se pela encosta da cadeia de montanhas. Uma rota tão sinuosa quanto o meu recente passado. Os acontecimentos ainda ferviam em minha mente. A descoberta da mais profunda alegria. Tudo ganhara mais sentido num curto espaço de tempo. Naquela estrada, meu coração batia descompassadamente.
Ele, deitado no banco de trás, dormia um sono profundo. Eu segurava o volante com a mesma determinação que havia sentenciado meu futuro. A mesma certeza de percorrer um caminho seguro e definitivo. Meus olhos presos no asfalto, meus pensamentos voando pela paisagem serrana.
Lá fora, um frio polar. O gelo, em forma de estalactites, pendia das rochas às margens da estrada. O sol da manhã começava a modificar a paisagem cristalizada. Atravessávamos a Serra do Rio do Rastro. Eu me perdia ao recordar as direções que havia escolhido trilhar.
Na linha do horizonte, onde minha visão mal alcançava, estava a fronteira entre os dois estados. Dentro de mim, onde ninguém mais podia enxergar, eu, mulher-boderline. Conscientemente, arrisquei ao atravessar esta linha. Fechei os olhos por um instante, e voltei no tempo e... me vi feliz, ainda, na zona de conforto.

Foto Andrea Mosqueta: Serra Rio do Rastro


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Vai uma água aí?

Eu não me atenho às previsões do Horóscopo, até porque meu signo sempre é tido como “invejoso, vingativo, do mal”. Poxa, o cara nem te conhece e já vai te taxando de cobra??? Assim não dá Bionicão!!!
Mas dia desses a Isadora chegou da escola toda alegrinha. Tinha descoberto que todos nós aqui de casa somos elemento Água. Ela, seus pais e seu irmão (Câncer, Escorpião e Peixes).

Passada a brincadeira momentânea, fiquei pensando na tal da água. E lembrei que, na época em que me mudei para cá, sempre afirmava que, em Porto Alegre, o (excesso de) asfalto me sufocava. Que em Floripa era delicioso até ficar presa em congestionamento, pois sempre tinha uma bela paisagem para apreciar... (isso, claro, eu pensava há dez anos atrás, quando os congestionamentos eram raros na cidade). Na próxima curva, podíamos nos deparar com a Lagoa da Conceição, atravessar a avenida Beira-Mar toda iluminada para o Natal, avistar da estrada as dunas e o mar do Moçamba... E a água, claro, era a responsável por tornar esta beleza cênica excepcional.

Taí, matei a charada: eram os meus instintos primitivos a clamar por... ÁGUA.

***
Leio, ainda: “A Água é elemento feminino e está diretamente associada aos mistérios e à magia da Lua”. Outro episódio inesquecível da minha vida: Quando escolhi a Barra da Lagoa para morar, na minha primeira noite, fui até a varanda. Era lua cheia. A luz iluminava o céu e o reflexo, o mar. Chorei!

***

Tem som mais gostoso que água rolando na cachoeira? Onda batendo na pedra ou estourando na praia? Chuva caindo na janela? Fonte ligada? E como diria Ben Jor, “O mago mandou avisar: água de beber, água de benzer, água de banhar, alcohol só para desinfetar. Eu quero água”

***
Faça como o Geraldo Azevedo:
"Experimente tomar banho de chuva
e conhecer a energia do céu
energia dessa água sagrada
que nos abençoa da cabeça aos pés"

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Balancear

Depois de quase quatro décadas na estrada
                                 (eu disse “quase”!)
aprendemos que a vida tem alguns macetes
                                 que devemos seguir para torná-la mais iluminada.
Balancear, talvez, seja um deles.

Balancear o que se come, balancear o que se bebe,
Balancear a rotina entre o trabalho e o lazer

Balancear o tempo e reservar espaço para a família e para a amizade
                               para os momentos de solidão e agito

Balancear os momentos em que estamos juntos e separados
                               (a distância é só geográfica!)

balancear o tempo até mesmo para as risadas e as lágrimas
                              (afinal, quem não as derrama?)

E seguir assim... a balancear o balanço da vida ...

Canta Simoninha “Balança tanto que já balançou meu coração!”

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Chama violeta


Eu não sou muito fã daquela atriz, a Jennifer não sei lá mais o quê (leia-se Friends e a maioria das comédias românticas que rodam por aí). Sempre as mesmas caras e bocas, no mesmo estilo nonsense que a Meg Ryan fazia nos anos 80. Cá pra nós, na realidade ela se aaaacha só por que teve o Brad Pitt nas mãos (e sabe-se lá aonde mais).

Apesar desse meu ranço com a moça, tem um filme dela que não passou em branco para mim: "Separados pelo Casamento". Inclusive, as más línguas, dizem que ela teve um affair com o protagonista do filme, o gordinho careca. Ahahahah, que diferença, heim? (toma distraída!).
A trajetória que a relação deles toma, me encafifa. No filme, ela prefere depilar o corpo inteiro, fingir ter um amante, o diabo a quatro, tudo, menos conversar abertamente com o querido (bem... ele é do tipo que se diz "A" bem devagar e entende um sonoro "B").

E o pior: todas as artimanhas engendradas por ela, só servem para distanciarem eles ainda mais!

Coitado, ele nem é careca nada (e nem tão gordinho assim). O problema é ter como parâmetro o Brad!

É muito difícil (as vezes quase impossível, diria eu) abrir o peito. Nos despir realmente (não só das roupas e dos pêlos pubianos). Escancarar os vícios, as taras e as fraquezas. A autenticidade não é para os fracos! Moleza é viver absorta na correria do dia a dia. Pra que parar? Aliás, não dá pra parar!!! Acorda, levanta, lava a cara. Prepara o café, o teu, o do marido, e o das crianças. Não esquece da comida do cachorro e do peixe. Regue as plantas. Leve os filhos para todas as atividades extracurriculares que inventamos (pena que na minha época de criança, não tinha nada disso...) Trabalho. Casa. Banho (teu e dos filhos). Escova os dentes (teus e dos filhos). Cama. Dorme que amanhã tem mais da mesma coisa. 

Ahh, na minha meta terrena de ascensionar, cavoco ainda uma brecha na apertada agenda. Quero ouvir a fonte, acender a vela e mentalizar. Muuuuuuuuuuito! Lembra: inspira, segura, expira. Eu ainda chego lá: chama violeta!